
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

A Sabesp aparece no topo da lista de empresas mais reclamadas no Procon de São José dos Campos, com 544 queixas registradas no último ano. O levantamento faz parte do balanço anual do órgão, que contabilizou ao todo 14.314 atendimentos no período.
Os números chamam ainda mais atenção porque refletem um problema que tem gerado revolta em diversas cidades do Vale do Paraíba, especialmente em Jambeiro, onde moradores relatam constantes episódios de falta de água. Em muitos bairros, o abastecimento tem sido interrompido com frequência, deixando famílias, comerciantes e produtores rurais em situação difícil.
A liderança da Sabesp no ranking de reclamações reforça o descontentamento da população com os serviços prestados pela companhia de saneamento. Para muitos moradores, a empresa falha na comunicação com os consumidores e demora a apresentar soluções para os problemas de abastecimento.
No ranking divulgado pelo Procon, a Sabesp aparece à frente de grandes empresas de telefonia e bancos. Logo depois estão a Vivo, com 531 reclamações, e o Grupo Claro, com 465 registros.
O balanço anual mostra ainda que o número total de atendimentos caiu 12% em relação ao período anterior, quando foram registradas 16.313 reclamações. Naquela ocasião, a Vivo liderava o ranking com 538 queixas. Segundo o Procon, a redução no número de registros ocorreu graças ao reforço na fiscalização e às orientações feitas aos consumidores, que ajudaram a melhorar parte das relações de consumo na cidade.
Entre as dez empresas mais reclamadas também aparecem instituições financeiras e concessionárias de serviços. Estão na lista o Itaú Unibanco, com 427 reclamações, o Banco BMG, com 393, a Caixa Econômica Federal, com 339, além das operadoras TIM e Vivo. Também figuram no ranking o Banco Bradesco, o Banco Santander e a concessionária de energia EDP.
Mesmo com a diversidade de empresas na lista, a presença da Sabesp no topo do ranking evidencia um problema que vai além das estatísticas. Para moradores de Jambeiro e de outras cidades do Vale do Paraíba, a falta de água deixou de ser um episódio isolado e passou a ser uma situação recorrente — motivo de críticas cada vez mais fortes à empresa responsável pelo abastecimento.