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Um novo laudo técnico indica que a cratera aberta no Jardim Imperial, na zona sul de São José dos Campos, deve aumentar nas próximas horas, elevando o risco na região e ameaçando atingir mais um poste de energia elétrica. A situação mantém moradores apreensivos e a área sob monitoramento constante.
Em nota, a EDP informou que foi acionada novamente na manhã desta terça-feira (10) devido ao afundamento do solo na rua Felisbina de Souza Machado. Segundo a concessionária, equipes técnicas estão no local realizando obras de remanejamento do sistema de distribuição de energia, com o objetivo de preservar a segurança e garantir a continuidade do fornecimento à população. A empresa ressaltou que o fornecimento de energia segue normal e que continua monitorando a situação, permanecendo à disposição dos órgãos municipais para eventuais adequações.
Imagens registradas nesta segunda-feira (9) já mostravam a cratera em expansão, ampliando o temor de moradores de que um prédio residencial com 34 apartamentos possa ser atingido. O colapso da via ocorreu no último sábado (7) e desde então mantém casas e edifícios interditados por risco estrutural.
Por medida de segurança, quatro casas e um prédio residencial permanecem interditados. Ao todo, 156 moradores estão desalojados, a maioria acolhida na casa de parentes e amigos, enquanto aguardam uma definição das autoridades. A área segue isolada e sem previsão de liberação.
“Cena de filme de terror”, relata moradora
Moradora do residencial Jardins de Sevilha, uma das áreas afetadas, descreveu o momento de pânico vivido no dia do incidente.
“Disseram que era uma cratera pequena. Quando cheguei, já era um buraco enorme. Era cena de filme de terror: chovendo dentro do prédio, barro por todos os lados, luz piscando, gente chorando e saindo só com a roupa do corpo”, relatou.
Segundo ela, os moradores foram orientados a deixar o prédio às pressas e, no domingo (8), puderam retornar por poucos minutos apenas para retirar alguns pertences pessoais.
Histórico aumenta preocupação
A situação é ainda mais preocupante porque a rua Felisbina de Souza Machado já havia registrado outro afundamento há cerca de duas semanas, quando uma cratera engoliu um caminhão. A distância entre os dois pontos é de aproximadamente 250 metros, o que reforça o medo de novas ocorrências.
“Não sabemos como está a erosão por baixo da terra. O estacionamento e o bicicletário parecem comprometidos. Temos medo de que tudo ceda”, afirmou a moradora Marcelle.
Equipes da Defesa Civil, da Prefeitura de São José dos Campos e de concessionárias de água, gás e energia realizam vistorias técnicas contínuas no local. De acordo com o laudo mais recente, o solo segue instável e não há previsão para liberação dos imóveis interditados.
Prefeitura acompanha situação
O prefeito Anderson Farias afirmou que acompanha o caso de forma permanente e anunciou o início de uma obra emergencial ainda nesta semana. “A prioridade absoluta é a segurança das pessoas. Vou acompanhar pessoalmente este caso até a solução definitiva”, declarou.
Segundo a Prefeitura, apesar de a intervenção ser emergencial, a obra será definitiva, com o objetivo de garantir a estabilidade do solo. Enquanto isso, seguem o monitoramento técnico, as interdições preventivas e o apoio às famílias afetadas.