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CESTA BÁSICA FICA MAIS CARA NO VALE DO PARAÍBA E ACENDE ALERTA SOBRE O CUSTO DE VIDA NO BRASIL

O custo de vida continua pesando no bolso dos brasileiros. No Vale do Paraíba, a cesta básica familiar registrou alta de 1,63% em outubro de 2026, na comparação com setembro, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté (Nupes).

O valor médio passou de R$ 2.947,02 para R$ 2.994,93, um aumento de R$ 47,91 em apenas um mês. Somando as altas de setembro e outubro, o consumidor já enfrenta um acréscimo de R$ 110,78, anulando a redução de preços registrada durante o inverno.

Os números levantam um questionamento importante sobre a economia brasileira: até quando o trabalhador vai conseguir suportar o aumento do custo de vida?

Enquanto o governo federal precisa apresentar resultados concretos no controle da inflação e na recuperação do poder de compra da população, os brasileiros continuam enfrentando dificuldades para fechar as contas no final do mês. Afinal, não basta divulgar indicadores econômicos ou comemorar números positivos em determinados setores se, na prática, o consumidor sente cada vez mais dificuldade para colocar comida na mesa.

É importante destacar que o levantamento aponta fatores específicos para a alta de outubro, como o excesso de chuvas, que prejudicou a produção de hortaliças, e a valorização da arroba do boi, que ultrapassou R$ 400 no mercado futuro. Entretanto, esses fatores também reforçam a necessidade de políticas econômicas capazes de reduzir os impactos dos custos de produção, transporte e distribuição sobre o consumidor.

Em Campos do Jordão, a cesta chegou a R$ 3.185,56. Já em Caçapava, foi registrada a maior alta percentual do mês, de 2,05%. Em São José dos Campos, o valor ficou em R$ 2.940,51, enquanto Taubaté apresentou a menor média regional, de R$ 2.904,31.

Entre os produtos que mais subiram estão a cebola, com alta de 20,54%, o tomate, com 17,50%, e o mamão Formosa, com 15,02%. A carne bovina também pressionou o orçamento, com aumentos no contrafilé e na alcatra.

O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O BRASILEIRO?

O debate vai além dos números. O trabalhador quer saber por que seu salário parece render cada vez menos, por que os alimentos continuam pesando tanto no orçamento e quais medidas efetivas estão sendo tomadas para melhorar essa realidade.

O governo federal precisa ser cobrado por resultados na economia, especialmente no controle da inflação, na responsabilidade fiscal e na preservação do poder de compra das famílias.

No fim das contas, a economia não deve ser medida apenas pelos discursos oficiais ou pelos números apresentados em Brasília. Ela também precisa ser avaliada na feira, no supermercado e na mesa de cada família brasileira.

E fica a pergunta para o cidadão: o seu dinheiro está comprando mais ou menos do que comprava há alguns meses?

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