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Caso brutal em Caçapava revela falhas na proteção de mulheres contra violência doméstica e cárcere privado

Um caso chocante de sequestro, cárcere privado, estupro e agressões contínuas ocorrido em Caçapava expõe, mais uma vez, as graves falhas na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e o nível extremo de brutalidade que ainda persiste no país. A vítima, uma mulher de 30 anos, mãe de três filhas, foi mantida em poder do ex-companheiro por cinco dias, sendo submetida a agressões físicas, abusos sexuais, ameaças de morte e humilhações constantes.

Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, o crime começou na última sexta-feira (25), em Caçapava Velha, e se estendeu por diversas cidades do Vale do Paraíba, como São José dos Campos, Pindamonhangaba, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena e Taubaté. O agressor, de 26 anos, assumiu o controle do carro da vítima e a sequestrou, iniciando um ciclo de terror com espancamentos, ameaças com arma de fogo e sucessivos abusos sexuais.

Relatos da vítima revelam um padrão de violência extrema, alternando agressões físicas com tentativas de manipulação emocional e promessas absurdas de casamento. Ela foi obrigada a gravar vídeos se humilhando, mantida em silêncio sob ameaça de morte e abusada sexualmente mesmo após ser ferida. “A única forma que encontrei de apanhar menos foi fingir que estava tudo bem”, relatou.

Durante o cativeiro, a mulher também teve R$ 1.900 em dinheiro roubados, e foi ameaçada com uma pistola calibre .380 com numeração raspada, que foi apreendida pela Polícia Militar. O desfecho ocorreu em Taubaté, após perseguição policial. O criminoso tentou fugir, colidiu com uma viatura e abandonou o veículo, mas foi capturado a pé. A vítima foi resgatada em estado de choque, com o rosto desfigurado pelas agressões.

O caso foi registrado com múltiplos crimes, incluindo sequestro, estupro, lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma e violência doméstica. A polícia solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, e o homem passará por audiência de custódia.

Esse episódio não é um caso isolado. Ele escancara a vulnerabilidade de milhares de mulheres brasileiras que continuam enfrentando a violência de parceiros e ex-companheiros, muitas vezes sem conseguir apoio ou socorro imediato. A falta de efetividade em medidas protetivas, a omissão de terceiros que presenciaram os pedidos de socorro da vítima, e a lentidão do sistema de resposta reforçam a necessidade urgente de revisão nas políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

Mais do que punir o autor, este caso precisa servir como um alerta definitivo para a sociedade e para o Estado: a violência de gênero é uma realidade cruel e contínua, e silenciar diante dela é compactuar com o sofrimento de mulheres que apenas querem sobreviver.

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