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Agricultura urbana ganha espaço e pode inspirar ações em outras cidades

Uma iniciativa desenvolvida em São José dos Campos mostra como as cidades podem utilizar espaços urbanos para incentivar a produção de alimentos, fortalecer hortas comunitárias e promover educação ambiental.

A Prefeitura do município iniciou uma formação gratuita em olericultura de base agroecológica, voltada a moradores interessados em aprender técnicas de cultivo de hortaliças e contribuir para a organização e manutenção de hortas comunitárias.

A iniciativa reúne as áreas de Urbanismo e Sustentabilidade e Saúde, além de contar com parceria do Laboratório de Implementação de Políticas Públicas em Agricultura Urbana e apoio financeiro da fundação internacional The Pollination Project.

Exemplo que pode ser seguido por outros municípios

A experiência de São José dos Campos pode servir de referência para outras cidades que desejam desenvolver projetos de agricultura urbana, especialmente por integrar meio ambiente, alimentação, saúde e participação comunitária.

A proposta pode ser adaptada à realidade de cada município, utilizando terrenos públicos, áreas próximas às unidades de saúde, escolas, centros comunitários ou outros espaços disponíveis para a implantação de hortas.

Além de estimular a produção de alimentos, projetos dessa natureza podem contribuir para a educação ambiental, o fortalecimento da convivência comunitária e a segurança alimentar e nutricional.

Formação une teoria e prática

Em São José dos Campos, o curso possui 20 horas de duração, divididas em cinco módulos práticos de quatro horas. As atividades são realizadas em três hortas comunitárias vinculadas a Unidades Básicas de Saúde.

Durante a formação, os participantes aprendem conteúdos relacionados à agroecologia, agricultura urbana, solo e fertilidade, planejamento do plantio, manejo agroecológico e organização comunitária. Ao final, os participantes que concluírem os cinco módulos recebem certificado.

Outro destaque é que cada grupo desenvolve ferramentas para garantir a continuidade das atividades, incluindo diagnóstico da horta, planejamento do preparo do solo, plano de plantio, manejo, calendário de atividades e organização da gestão comunitária.

Uma possibilidade para cidades da região

A experiência demonstra que a agricultura urbana pode ser trabalhada de forma integrada pelas administrações municipais, envolvendo diferentes secretarias e a própria comunidade.

Cidades como Jambeiro e outros municípios da região também podem avaliar a criação de programas semelhantes, levando em consideração as características, os espaços disponíveis e as necessidades de cada comunidade.

A implantação de hortas comunitárias pode transformar áreas ociosas em espaços de produção, aprendizado e convivência, aproximando a população de práticas sustentáveis e incentivando uma relação mais direta com a produção de alimentos.

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