
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:
O custo de vida voltou a preocupar os moradores do Vale do Paraíba. Pelo quarto mês consecutivo, o preço da cesta básica registrou aumento na região, pressionando ainda mais o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra da população.
Levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté, aponta que o valor médio da cesta básica passou de R$ 2.904,18 em abril para R$ 2.936,31 em maio, um acréscimo de R$ 32,13 em apenas um mês.
Os números revelam uma situação que preocupa economistas e consumidores. Além da alta contínua, a pesquisa mostra que o comprometimento da renda familiar com a compra dos produtos essenciais aumentou para 36,23%, indicando que mais de um terço dos rendimentos das famílias está sendo destinado apenas à alimentação básica.
Entre os itens que mais encareceram estão produtos fundamentais para o dia a dia dos brasileiros. A batata inglesa liderou as altas, com aumento expressivo de 63,36%, seguida pela cebola, que subiu 24,92%, e pelo tomate, com elevação de 13,70%. Feijão carioca e cenoura também registraram aumentos significativos.
A situação é ainda mais preocupante em Campos do Jordão, onde a cesta básica atingiu R$ 3.123,59, o maior valor entre as cidades pesquisadas. São José dos Campos, Caçapava e Taubaté também apresentaram aumento nos preços, demonstrando que a pressão inflacionária está espalhada por toda a região.
Especialistas apontam que fatores sazonais de oferta e demanda continuam influenciando diretamente os preços dos alimentos. Como o grupo alimentação representa mais de 90% do valor total da cesta básica, qualquer reajuste nesses produtos tem impacto imediato no orçamento doméstico.
Embora alguns itens tenham apresentado queda de preço, como abobrinha, mamão, café, mandioca e alface, os recuos não foram suficientes para compensar os aumentos registrados nos produtos mais consumidos pelas famílias.
Diante desse cenário, cresce a preocupação com o custo de vida no Vale do Paraíba, especialmente entre trabalhadores de baixa renda, aposentados e famílias que já enfrentam dificuldades para equilibrar as contas no fim do mês.