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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, encaminhou resposta oficial à Câmara Municipal de Jambeiro sobre a recorrente falta de abastecimento de água registrada no município durante o mês de dezembro de 2025. O posicionamento consta em ofício assinado pela Diretoria de Relações Institucionais e Sustentabilidade da companhia, em resposta a questionamentos feitos pelo Legislativo local
No documento, a Sabesp afirma que não houve omissão ou negligência na prestação do serviço e sustenta que o sistema de abastecimento de Jambeiro opera próximo ao limite de sua capacidade. Segundo a empresa, o município conta com pouco mais de duas mil economias abastecidas exclusivamente por captação subterrânea, o que reduz a flexibilidade do sistema em momentos de pico de consumo
A companhia aponta que, no período crítico, Jambeiro enfrentou temperaturas elevadas, aumento expressivo do consumo de água e queda na vazão de poços estratégicos, como o Poço 003, que teria registrado redução significativa de produção. Esse cenário, somado à baixa pluviosidade e à diminuição do nível do lençol freático, teria provocado o que a empresa classifica como “estresse hidráulico” do sistema
Como medidas emergenciais, a Sabesp afirma ter realizado manobras hidráulicas, ajustes operacionais na produção, pausas programadas para recuperação dos poços durante a madrugada e o uso de caminhões-pipa para garantir o abastecimento mínimo, especialmente na região central da cidade. Técnicos também teriam feito medições de pressão e vistorias em campo entre os dias 21 e 30 de dezembro, identificando que os problemas mais críticos se concentraram em bairros específicos
No ofício, a empresa reconhece limitações estruturais do sistema local e informa que Jambeiro está incluída em um plano de investimentos para o período de 2025 a 2029, alinhado ao contrato de concessão e às metas de universalização, com o objetivo de ampliar a robustez do abastecimento e reduzir episódios de intermitência
Apesar das explicações técnicas, a resposta da Sabesp não encerra as críticas por parte de moradores e representantes locais, que cobram soluções mais rápidas e estruturais para um problema considerado recorrente. O caso mantém aceso o debate sobre a eficiência do serviço de abastecimento de água no município e a necessidade de investimentos efetivos para garantir um fornecimento contínuo e confiável à população.