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EDITORIAL: Ano Novo, Ônibus Velho

O ano virou, os fogos já se apagaram, mas para quem depende do transporte coletivo entre Jambeiro e São José dos Campos, a sensação é de que nada mudou. Ano novo no calendário, mas ônibus velhos nas ruas, repetindo uma história que o passageiro já conhece bem — e já cansou de viver.

Logo no início do ano, veio o impacto no bolso: aumento da passagem. O valor subiu, mas a qualidade do serviço continuou a mesma. Ou pior. Na linha operada pela empresa Pássaro Marron, os usuários seguem enfrentando veículos antigos, desgastados, barulhentos e desconfortáveis. Bancos duros, falta de manutenção visível e um serviço que não acompanha o que o passageiro paga.

A pergunta que fica no ar é simples e direta: por que pagar mais por um serviço que não melhora?

Como se não bastasse, os moradores de Jambeiro ainda foram surpreendidos com a retirada da ligação direta entre Jambeiro e Caçapava, uma linha essencial para quem trabalha, estuda ou precisa de atendimento médico. A mudança transformou a rotina de muitos em um verdadeiro quebra-cabeça de horários, baldeações e atrasos.

E é impossível não comparar. Enquanto Jambeiro segue rodando em ônibus antigos, outras linhas da região, como a de Paraibuna, receberam ônibus novos, com ar-condicionado, bancos confortáveis e mais tecnologia. A indignação é inevitável e a pergunta ecoa nos pontos de ônibus e dentro dos coletivos:
cadê os ônibus novos prometidos?
Será que os passageiros de Jambeiro são menos importantes?
Será que eles são melhores que nós?

Diante desse cenário, cresce a cobrança sobre a ARTESP, antiga EMTU, órgão responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal. Cabe a ela garantir que o serviço prestado esteja à altura do que a população paga, com segurança, conforto e respeito ao usuário.

Ano novo deveria significar renovação, melhorias e avanços. Mas, para quem depende do transporte entre Jambeiro e São José dos Campos, o ano começou velho — com ônibus velhos, serviço velho e problemas antigos. E a população segue esperando que, desta vez, alguém escute, fiscalize e faça mudar.

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