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HOJE É DIA DE NOSSA PADROEIRA, NOSSA SENHORA DAS DORES.

Nesta quinta-feira, 15 de setembro, é feriado em Jambeiro. É um dia especial, o dia de nossa padroeira Nossa Senhora das Dores, que também é conhecida como Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa).

Mais por que esse nome? Vamos conhecer?

Este é um dos títulos que a Virgem Maria recebeu, referindo-se às sete dores que ela sofreu ao longo de sua vida terrestre, em especial na Paixão de Cristo.

Segundo a história, o culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na Alemanha. Já a festa de Nossa Senhora das Dores começou em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria.

Ela é representada com um semblante de dor e sofrimento, tendo sete espadas ferindo seu imaculado coração, e as vezes, uma só espada transpassa seu coração, simbolizando todas as dores que ela sofreu.

Ela é também representada com uma expressão sofrida diante da Cruz, contemplando o filho morto.

Foi daí que se originou o hino medieval chamado Stabat Mater Dolorosa (Estava a Mãe Dolorosa). Ela ainda é representada segurando Jesus morto nos braços, depois de seu corpo ser descido da Cruz, dando assim origem à famosa escultura chamada Pietà.

Quais são as 7 dores de Nossa Senhora?

  • 1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
  • 2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
  • 3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
  • 4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
  • 5. O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
  • 6. Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
  • 7. O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Por que Nossa Senhora das Dores é comemorada em 15 de setembro?

Em 1692, o Papa Inocêncio XII permitiu a sua celebração oficial no terceiro domingo de setembro. Mas, foi só por um período, pois, em 18 de agosto de 1714, a celebração foi transferida para a sexta-feira, que precedia o Domingo de Ramos.

No dia 18 de setembro de 1814, Pio VII estendeu esta festa litúrgica a toda a Igreja, voltando a ser celebrada no terceiro domingo de setembro.

Pio X (†1914) determinou que a celebração fosse celebrada em 15 de setembro, um dia após a festa da Exaltação da Santa Cruz, mas não com o título de “Sete Dores de Maria”, mas como “Nossa Senhora das Dores”.

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